Los Mareados Reserva, 2006 – Cabernet Sauvignon Chileno
Este vinho foi uma das grandes e boas surpresas que tive recentemente. Abrimos na casa de um amigo sem grandes referências (do vinho!). Alguém já havia experimentado e apenas nos recomendou como um bom custo benefício.
A primeira impressão, na taça, é a de um típico bom Cabernet chileno. Cor densa, escura, gritante, como quem diz: “você não viu nada, aguarde até colocar na boca…”. O nariz foi realmente o que mais me impressionou. Eu fiquei minutos e minutos apenas rodando a taça e colocando o nariz o mais próximo possível do líquido. Demorei um pouco até entender o que realmente este vinho trazia à minha memória olfativa. Vegetais! Sim, esse vinho exalava vegetais. Na boca, ele entrega exatamente o que promete no nariz, e eu adoro isso. Era como se eu tivesse comendo um belíssimo prato de berinjela*, com casca, e muito bem temperada. Potência na medida certa e final prolongado, onde o gosto de vegetais vai se transformando naquela sensação de terra molhada de quando começa a chover.
Outras avaliações que achei deste vinho não combinam muito com essa de Vegetais. Mas esta é a maior graça de todo este negócio, não é mesmo?
R$ 65,00 na Vinea Store – o preço não é baixo, mas vale a pena experimentar. No mínimo é diferente dos tradicionais cabernet chilenos.
*descobri que Berinjela, que também pode ser escrito Beringela, não é um vegetal, mas sim um fruto!!! Ah, desculpem, mas para mim continuará sendo vegetal, assim como esse vinho.
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Bourgogne, 2006 – Cuvée Latour da região Côte D`Or

Convidado de surpresa para um jantar de Pessach, páscoa judaica, e sem saber exatamente quais são os pratos típicos desta data, assumi a difícil tarefa de levar um vinho. Com base em todo o meu conhecimento sobre a culinária judaica (quase nenhum) inferi que teríamos Gefilte Fish e provavelmente depois uma carne não muito pesada, um lombo talvez. O Bourgogne acima foi minha escolha.
Ao início do jantar percebi que a escolha do vinho foi até que pertinente. Realmente foi servido o Gefilte Fish de entrada e o prato principal foi um filé mignon ao molho de shimeji, apesar de carne, um prato com sabor delicado. O grande erro foi a ordem que servi os vinhos. Como já havia um outro vinho na temperatura ideal, um Montepulciano D’Abruzzo delicioso (que falarei em outro post) deixei o francês para resfriar um pouco mais. Grande erro! Não só o paladar já acostumado com o bom corpo do italiano ficou prejudicado como perdemos a entrada, o peixe, que harmonizaria muito melhor com o Bourgogne do que com o italiano.
Ainda assim foi possível apreciar as qualidades deste vinho, que ao meu ver expressa bem as características da Pinot Noir e da região de Bourgogne. Sua cor foi provavelmente o que mais chamou a atenção, tornou-se o assunto da mesa, vermelho muito vivo, belíssimo, a cor que um suco de tomate teria se fosse translúcido. No nariz, o mais puro aroma de maça verde, bastante interessante. Na boca se mostrou um pouco alcoólico e tânico demais o que ao meu ver prejudicou a estrutura do vinho, mas gostei do cassis e frutas vermelhas com final persistente. A garrafa secou, rapidamente, ao final do jantar. Curiosamente harmonizou bem com a torta de limão, servida de sobremesa.
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Durante os próximos dias vou postar algumas dicas de onde comprar vinhos. As vantagens e desvantagens de alguns lugares, com endereços e telefones. As dicas de lojas serão todas em São Paulo, mas postarei também alguns sites que entregam em todo o Brasil.
(vou atualizar este post conforme publicar novas dicas)
Se você tiver algum lugar que recomenda, deixe um comentário neste post.
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Todo bom apreciador de vinho acaba arrumando um jeitinho para guardar um pouco de suas experiências. Retirar os rótulos, anotar num papel, planilhas de excel etc. Eu, de uma categoria um pouco mais rara de enófilos, os geeks, andei pesquisando um bom aplicativo para instalar no iphone. Em uma busca rápida na itunes store descobri o Drync Wine. http://drync.com/blog/

Minha necessidade era bem simples, anotar digitalmente a experiência de um novo vinho experimentado para mais tarde poder consultar. O Drync Wine é bem mais do que isso. Ele é um poderoso aplicativo com acesso online a um banco de dados de mais de 100 mil rótulos (muitos com reviews, fotos e preço médio) e com ótimas feautures de comunidade.
Antes de adicionar seu próprio review é possível buscar no banco de dados e checar se já existe este rótulo. Você pode classificar e filtrar os vinhos que já tomou, que ainda deseja tomar e que possui. É possível também deixar apenas um “quick note” para consulta futura, mas sem a possibilidade de submeter para o banco de dados.
O conceito é perfeito e as funcionalidades são muito bem resolvidas. O Drync Wine tem apenas um único grande defeito: performance. É pesado, lento e trava com uma boa freqüência.
De qualquer forma, vale a penabaixar e já começar a usar. As próximas versões devem corrigir este problema e trazer uma interface mais “smooth”.
Link direto para a itunes store - 3.99 dólares.
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