comVinho – onde comprar, bom e barato, dicas e experiências enófilas

Kaiken Malbec, 2007 – Vinho bom e barato

Não tenho tomado muitos varietais Malbec ultimamente. Como bem me disse uma amiga, “eles (os Malbecs) são todos muito parecidos”. Tendo a concordar, dificilmente consegue-se um vinho realmente complexo e interessante apenas com essa uva, (na verdade eu acho que isso ocorre com todos os varietais, mas aí já é uma outra história). Há exceções, como o já consagrado Angélica Zapata Malbec, muito bem comentado pelo Qvinho e à venda na Mistral por R$106,00. Muito bom, mas nada barato.

Kaiken Malbec, 2007 Porém, neste final de semana eu tive mais uma oportunidade de experimentar o Kaiken Malbec, 2007. Elaborado na Argentina, pela vinícola chilena Viña Montes, me impressionou bastante na relação custo X qualidade. Vinho bastante jovem já apresenta as características principais de um bom Malbec: potência e equilíbrio. De cor roxa bastante intensa e nariz um pouco fechado ele impressiona mais mesmo na boca. Bastante frutas vermelhas e boa permanência no paladar médio. Nos acompanhou nos aperitivos variados e no jantar de picadinho de filet mignon ao molho champignon. Não vou dizer que foram excelentes harmonizações, mas o Kaiken se saiu bem durante toda a noite, ótimo vinho coringa!

Kaiken Malbec, 2007 à venda na Vinci por R$32,80 – bom e barato!

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Los Mareados Reserva, 2006 – Cabernet Sauvignon

Los Mareados Reserva, 2006 – Cabernet Sauvignon Chileno

Los Mareados Reserva - 2005Este vinho foi uma das grandes e boas surpresas que tive recentemente. Abrimos na casa de um amigo sem grandes referências (do vinho!). Alguém já havia experimentado e apenas nos recomendou como um bom custo benefício.

A primeira impressão, na taça, é a de um típico bom Cabernet chileno. Cor densa, escura, gritante, como quem diz: “você não viu nada, aguarde até colocar na boca…”. O nariz foi realmente o que mais me impressionou. Eu fiquei minutos e minutos apenas rodando a taça e colocando o nariz o mais próximo possível do líquido. Demorei um pouco até entender o que realmente este vinho trazia à minha memória olfativa. Vegetais! Sim, esse vinho exalava vegetais. Na boca, ele entrega exatamente o que promete no nariz, e eu adoro isso. Era como se eu tivesse comendo um belíssimo prato de berinjela*, com casca, e muito bem temperada. Potência na medida certa e final prolongado, onde o gosto de vegetais vai se transformando naquela sensação de terra molhada de quando começa a chover.

Outras avaliações que achei deste vinho não combinam muito com essa de Vegetais. Mas esta é a maior graça de todo este negócio, não é mesmo?

R$ 65,00 na Vinea Store – o preço não é baixo, mas vale a pena experimentar. No mínimo é diferente dos tradicionais cabernet chilenos.

*descobri que Berinjela, que também pode ser escrito Beringela, não é um vegetal, mas sim um fruto!!! Ah, desculpem, mas para mim continuará sendo vegetal, assim como esse vinho.

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Bourgogne, 2006 – Cuvée Latour

Bourgogne, 2006 – Cuvée Latour da região Côte D`Or

Bougogne, 2006 - Cote - D`or (83 pts)

Convidado de surpresa para um jantar de Pessach, páscoa judaica, e sem saber exatamente quais são os pratos típicos desta data, assumi a difícil tarefa de levar um vinho. Com base em todo o meu conhecimento sobre a culinária judaica (quase nenhum) inferi que teríamos Gefilte Fish e provavelmente depois uma carne não muito pesada, um lombo talvez. O Bourgogne acima foi minha escolha.

Ao início do jantar percebi que a escolha do vinho foi até que pertinente. Realmente foi servido o Gefilte Fish de entrada e o prato principal foi um filé mignon ao molho de shimeji, apesar de carne, um prato com sabor delicado. O grande erro foi a ordem que servi os vinhos. Como já havia um outro vinho na temperatura ideal, um Montepulciano D’Abruzzo delicioso (que falarei em outro post) deixei o francês para resfriar um pouco mais. Grande erro! Não só o paladar já acostumado com o bom corpo do italiano ficou prejudicado como perdemos a entrada, o peixe, que harmonizaria muito melhor com o Bourgogne do que com o italiano.

Ainda assim foi possível apreciar as qualidades deste vinho, que ao meu ver expressa bem as características da Pinot Noir e da região de Bourgogne. Sua cor foi provavelmente o que mais chamou a atenção, tornou-se o assunto da mesa, vermelho muito vivo,  belíssimo, a cor que um suco de tomate teria se fosse translúcido.  No nariz, o mais puro aroma de maça verde, bastante interessante.  Na boca se mostrou um pouco alcoólico e tânico demais o que ao meu ver prejudicou a estrutura do vinho, mas gostei do cassis e frutas vermelhas com final persistente. A garrafa secou, rapidamente, ao final do jantar. Curiosamente harmonizou bem com a torta de limão, servida de sobremesa.

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Novo e Velho Mundo, 2005 – Quinta-feira

Este é um ano que tenho visitado bastante recentemente. Os vinhos de 2005 ainda estão em abundância nas prateleiras, refrigeradas ou não. Hoje bebemos 3 vinhos de 2005, dois chilenos e um português. E como de praxe, experimentamos os 3 sem antes falar sobre preços, o que eu gosto bastante de fazer. Na ordem, tivemos o seguinte:

Talentvus, 2005 – Portugal, região Douro
Talentvus, 2005 - Port. Douro (84 pts)

>> Nariz muito mais interessante que todo o resto. Para um português de peso razoável, decepcionou um pouco. Início potente, vivo… Meio absolutamente nulo com final razoável. Esta é uma região que não conheço muito (Douro), mas por enquanto fico com os bons Alantejos.
Mais: http://www.vinogusto.com/en/wine/48896/talentus-2005

Cono Sur, 2005 Cabernet – Chile
Cono Sur, 2005 Cabernet - Chi. (88 pts)

>> Típico bom Cabernet desde o começo. Cor viva porém terrosa e bastante frutado no nariz. Muita, muita fruta, cassis e mais alguma coisa, pimentas, talvez. Provavelmente o melhor vinho da noite.
Mais: http://www.mundovinho.com.br/vinho.php?vinhoId=37

Caliterra, 2005, Carmenère – Chile
Caliterra, 2005, Carmenère - Chi. (85 pts)

>> Eu não gosto muito de Carmenère, não sei se foi alguma sequência repentina de maus vinhos desta uva, ou se realmente eu apenas não gosto. Este até que me surpreendeu, tinha lá o seu charme, principalmente após saber do preço, 40 e tantos reais.
Mais: http://www.caliterra.com/our-wines/tributo/carmenere/ (este é o 2006)
Sobre a vinícula: http://falandodevinhos.wordpress.com/2009/02/11/caliterra-uma-bela-experiencia/

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