comVinho – onde comprar, bom e barato, dicas e experiências enófilas

Capítulo 1 – Introdução + Metas

Cheguei.

To aqui para contribuir, seja pela construção, ou mesmo pela destruição. Não me levem tão a sério, na maioria das vezes que postarei, estarei com emoção na ponta dos dedos …. não pelo teclado, mas sim por uma garrafa de vinho. Na linha do Tim Maia, “às vezes eu minto um pouquinho” (tm Nelson Motta).

Um breve ” resumé”: brasileiro, advogado, casado, bebo vinho há mais de 20 anos, mas aprecio desde 2005 – intensamente. Vida de peão, vim transferido recentemente para os EUA pela minha empresa, e na linha do “trabalha-se para viver” (ao invés do oposto), decidi que minha meta seria aprender (mas longe de ” dominar”) o mercado americano de vinhos. E aos poucos, vou compartilhar com vcs minhas impressões.

Como vcs poderão ver nos meus posts, esse mercado parece um poço sem fundo de tão grande, e sobra pouca coisa para o resto do mundo e, em especial, para a América do Sul. É muito desenvolvido, sofisticado,e competitivo, por conta de tributação favorecida (vinhos aqui são taxados como alimento, s.m.j. – idéia que a Estação do Vinho quer amadurecer por aí, correto? sábia iniciativa). Algumas idéias lançadas ao ar poderão resultar em boas discussões e trocas de experiência, como (i) os vinhos (opa!), (ii) o mercado e o gosto local, (iii) as facilidades (franceses mais em conta que na própria França? lojas do tamanho de mini-mercados?), (iv) as principais regiões, (v) os restaurantes x preços x BYO fase II, e (vi) outros (coloquei “outros” pq esqueci o que iria escrever … acontece!).

Enfim …. what’s up, buddy!

ASF.

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Panarroz, 2006, Jumilla – Vinho Espanhol surpreendente

Eu sempre gostei bastante de vinhos espanhóis, seus sabores de pimenta,Vinho Panarroz, 2006 Jumilla - Espanha sempre vivos, com final longo e boa presença de álcool. O Panarroz 2006 da região de Jumilla, sudeste da Espanha, não deixa de ser um bom representante de sua terra, mas há algo diferente nele. Muita personalidade e presença, é um vinho que, no mínimo, vale a experiência.

Na taça, sua cor um pouco mais intensa que a maioria de seus conterrâneos, com destaque para os tons de roxo, sinaliza a presença que este vinho impõe desde o nariz. Uma agradável mistura de ferro, terra, frutas, muitas frutas, menos das vermelhas e mais das escuras, com um sutil toque de doce.

Na boca, sua estrutura e taninos acentuados revelam a inquietação de um vinho jovem, provavelmente evoluirá por mais alguns anos. Mais frutas, geléia, chocolate, pimenta, ameixas, enfim, sabores complexos para um vinho desta categoria. É um vinho rústico, os eternos amantes da Pinot, viciados em sua maciez, não vão gostar. Para todos os outros, recomendo, é uma ótima oportunidade para experimentar algo diferente e expandir o paladar.

Na Grand Cru e na Estação do Vinho, pelo mesmo preço, R$ 47,00!

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Pergunta do dia: você já tomou vinhos de sobremesa?

Provavelmente já. O mais popular, o vinho do Porto é bastante comum e costuma ser oferecido como sobremesa em restaurantes ou jantares. É interessante, mas não o meu preferido. Recentemente me apaixonei por Sauternes. E como esta relação tem se intensificado ultimamente, vou falar um pouco mais sobre ele.

Sauternes Sauternes é uma região ao sul de Bordeaux, na França, margem esquerda do rio Garonne. E como de costume com os vinhos franceses, da região de plantio e produção do vinho dá-se o nome, ou o que podemos chamar de “tipo”, do vinho. Predominantemente de cepa Semillion, o Sauternes é um vinho branco, mas muito amarelado, dourado. Normalmente cítrico no nariz e um excelente adocicado na boca com sabores de frutas, como maçã, pêssego, banana entre outras. É simplesmente delicioso para acompanhar sobremesas com frutas, por exemplo, um bom Tarte Tatin, típica sobremesa francesa com maçã. Ou também, a clássica harmonização de Sauternes com foie gras, o doce do vinho que “quebra” o alto teor de gordura do fígado de ganso.

Porém, o mais interessante sobre o Sauternes está no processo que ocorre ainda no cultivo da uva. Este néctar divino só é possível por causa de um fungo, comum na região, que apodrece a uva durante as húmidas manhãs de outono. Botrítis, o tal fungo, ataca a casca das uvas, secando-as e concentrando o açúcar, acidez, viscosidade e sabor da uva. Ingredientes perfeitos para um vinho doce com capacidade de envelhecer por décadas.

A região é pequena e o fungo ataca apenas parte do plantio, portanto, a seleção é manual, uma-a-uma, o que, é claro, encarece bastante o vinho. Além do que, não há tanta variedade destes vinhos no Brasil ainda, mas procurando em boas lojas do ramos você deve encontrar sem grandes dificuldades. Pela web, a Estação do Vinho oferece uma opção, o Mouton Cadet 2005 e a Mistral outra, Schröder & Schÿler 2006, . O ideal na minha opinião seria comprar garrafas pequenas, de 375 ml, já que como se toma em pouca quantidade, é possível servir bem até umas 6 pessoas. Aparentemente nenhuma das duas lojas oferecem as garrafinhas.

Apesar do preço, eu recomendo, experimente um Sauternes, faça suas harmonizações, descubra novos sabores e expanda o seu paladar.

E você, qual vinho de sobremesa já experimentou e recomenda?

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Barão do Sul, 2005 – Português: Vinho bom e barato!

Barão do Sul, 2005 - Português Quando penso em uma opção de vinho bom e barato o primeiro que me vem à mente é o Português Barão do Sul, 2005. A foto ao lado é da primeira vez que tomei ele no restaurante Pasta Gialla do Sérgio Arno, e como vocês podem ver, era uma edição especial para o restaurante. Em outra ocasião eu comprei o mesmo rótulo na Estação do Vinho e pude comprovar o excelente custo benefício que esta garrafa oferece.

O Barão do Sul é um corte de Cabernet Sauvignon, Castelão, Touriga Nacional e Syrah, com predominância da primeira uva. Na taça ele demonstra uma cor rubi, bastante intensa e convidativa. Tanto no nariz como na boca a predominância é de aromas de frutas vermelhas com uma boa pitada de pimenta. Ideal para carnes vermelhas não muito pesadas, mas possivelmente combina também com um frango grelhado.

É uma excelente opção pelo valor, R$ 24,30 – na Estação do Vinho. Ótimo para servir numa festa, em grande quantidade, ou mesmo em um jantar romântico um pouco mais econômico. Até um paladar mais exigente não deve se decepcionar com este vinho. Bom e barato!

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