Na batalha constante de achar um vinho de R$20 – 30 digno de recomendar para vocês, achei este Feudi di San Marzano 2006, de R$ 26,00, um italiano com a uva Primitivo da região de Puglia. Com DNA idêntico à Zinfandel, famosa na Califórnia, EUA, esta uva resulta em vinhos intensos, frutados, alcóolicos e muito interessantes quando bem trabalhadas.
Este Primitivo tem cor intensa, quase preta e um nariz que chama atenção pelo seu razoável bouquet, algo incomum para vinhos desta categoria. No meu nariz é exatamente como um bolo de chantilly com frutas vermelhas. Na boca, de sabor intenso, se destaca mais uma amora bem madura e doce. Bastante suculento, deve ser um vinho versátil para combinar desde carnes vermelhas até uma boa pizza margherita.
Mais um “Best buy”, ou bom e barato, como prefiro chamar.
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Bons vinhos doces são caros. Geralmente, são comercializados em meia garrafas para minimizar o alto custo, mas também porque não se bebe em tanta quantidade. Eu adoro os Sauternes, já disse aqui, mas por todas as particularidades de sua colheita e produção, estes sim, são bem caros e para momentos especiais.
Porém, há muitos outros vinhos de sobremesas que também são capazes de adocicar nossas mesas com grande graça. Há o famoso vinho do Porto, que merece um post a parte. Mas gostaria de falar das boas oportunidades que temos na América do Sul, sempre nos proporcionando um bom custo benefício.
Recentemente experimentei o Tabali Late Harvest Muscat 2007 (importado pela Grand Cru, mas atualmente não está disponível no site deles - à venda na Boutique do Vinho). Não é um grande vinho de sobremesa, mas acredito que esta nem seja a intenção de seus produtores. Por 39 reais é uma excelente opção para encerrar refeições despretensiosas. Apresenta bons aromas de frutas verdes e banana, boa acidez e bom frescor. Um pouco verde no paladar, amarrando levemente a boca, mas não acho que chega a comprometê-lo. É um vinho para abrir e tomar lentamente, junto com uma sobremesa de morango, por exemplo. Aguenta bem por uns 3 ou 4 dias na geladeira.
Pertencendo a uma categoria mais exclusiva, de vinhos de sobremesas, podemos dizer que é sim uma opção boa e barata!
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Este é um vinho bastante conhecido de todos. Amplamente divulgado e devidamente marketeado como bom custo benefício. Nunca me convenceu muito, sempre achei “mundo novo” demais, o famoso “arranha-garganta chileno”.
Porém, a última experiência que tive com este Carménère foi diferente, ele está devidamente saboroso e equilibrado. Não levanta suspiros de prazeres, mas é um bom vinho do dia-a-dia para acompanhar pratos fortes, como carnes bem temperadas. É o segundo Carménère chileno, safra 2008, desta faixa de preço que me surpreende. Não vou me alongar, experimentem vocês mesmos e me digam. Por 35 reais, na wine.com.br.
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Segundo eu mesmo:
- Você pode não gostar de um vinho, mas isso não significa que ele seja ruim, apenas não agrada ao seu paladar.
- Bom vinho é aquele que consegue explorar e revelar as melhores características de seu terroir.
- Ao beber um vinho é importante notar a intenção de seu produtor. Não compare Mercedez com Ferrari.
- Aprender a tomar os brancos, espumantes, doces etc. é essencial para expandir o paladar.
- No Brasil, principalmente em se tratando de vinhos do velho mundo, comemos gato por lebre.
[updated: 11/09/09, 02:42]
- O Brasileiro médio prefere um demi-sec a um Brut.
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