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Duc de Raybaud, 2007 – Pinot Noir, Provence – Espumante Rosé

Acabo de experimentar este delicioso espumante de Provence e não pude deixar de publicar o primeiro post sobre vinhos não tintos neste jovem blog. É uma falha, eu sei, mas é fiel ao meu hábito de consumo. Recentemente experimentei uma série de espumantes na faixa dos 30 – 40 reais e não consegui escolher nenhum para falar bem. Finalmente, um pouco acima deste preço, apresento um belíssimo representante da região de Provence, tão tradicional quanto o Champagne, ambos franceses.

Duc de Raybaud, 2007 - Pinot Noir - Provence França

Este jovem Rosé, de cor bastante alaranjada, tem todas as características de um bom espumante francês Brut. Lembrando que para o vinho ser Brut é necessário ter menos do que 15 gramas de açúcar residual por litro, ou seja, um vinho seco, bem diferente do nada seco Demi-sec (com 33-55 gramas por litro), vinho razoavelmente doce e injustamente mais apreciado aqui no Brasil. O Duc de Raybaud é bastante seco e com boa acidez. Um pouco de frutas vermelhas no nariz e bastante cítrico na boca. De olhos fechados é possível confundi-lo com um bom Champagne. Vinho refrescante, bom para aperitivos e canapés. Nesta noite acompanhou com classe uma massa ao molho rosé e camarões, inclusive a sobremesa, brigadeiro de chocolate com granulado, em colher. Um ótimo espumante coringa!

A notícia ruim é que não é fácil achá-lo. O importador é a http://www.kb-vinrose.com/ no Rio de Janeiro, com representação pela http://www.brbebidas.com.br/ em São Paulo. Não sei exatamente o valor, mas é em torno de R$ 55,00 no varejo.

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Vinho Feudi di San Marzano Primitivo Puglia 2006

Primitivo Puglia - Feudi Di San Marzano 2006Na batalha constante de achar um vinho de R$20 – 30 digno de recomendar para vocês, achei este Feudi di San Marzano 2006, de R$ 26,00, um italiano com a uva Primitivo da região de Puglia. Com DNA idêntico à Zinfandel, famosa na Califórnia, EUA, esta uva resulta em vinhos intensos, frutados, alcóolicos e muito interessantes quando bem trabalhadas.

Este Primitivo tem cor intensa, quase preta e um nariz que chama atenção pelo seu razoável bouquet, algo incomum para vinhos desta categoria. No meu nariz é exatamente como um bolo de chantilly com frutas vermelhas. Na boca, de sabor intenso, se destaca mais uma amora bem madura e doce. Bastante suculento, deve ser um vinho versátil para combinar desde carnes vermelhas até uma boa pizza margherita.

Mais um “Best buy”, ou bom e barato, como prefiro chamar.

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Tabali Late Harvest, Muscat, 2007 – vinho doce de sobremesa I

Bons vinhos doces são caros. Geralmente, são comercializados em meia garrafas para minimizar o alto custo, mas também porque não se bebe em tanta quantidade. Eu adoro os Sauternes, já disse aqui, mas por todas as particularidades de sua colheita e produção, estes sim, são bem caros e para momentos especiais.

Porém, há muitos outros vinhos de sobremesas que também são capazes de adocicar nossas mesas com grande graça. Há o famoso vinho do Porto, que merece um post a parte. Mas gostaria de falar das boas oportunidades que temos na América do Sul, sempre nos proporcionando um bom custo benefício.

Recentemente experimentei o Tabali Late Harvest Muscat 2007 (importado pela Grand Cru, mas atualmente não está disponível no site deles - à venda na Boutique do Vinho). Não é um grande vinho de sobremesa, mas acredito que esta nem seja a intenção de seus produtores. Por 39 reais é uma excelente opção para encerrar refeições despretensiosas. Apresenta bons aromas de frutas verdes e banana, boa acidez e bom frescor. Um pouco verde no paladar, amarrando levemente a boca, mas não acho que chega a comprometê-lo. É um vinho para abrir e tomar lentamente, junto com uma sobremesa de morango, por exemplo. Aguenta bem por uns 3 ou 4 dias na geladeira.

Pertencendo a uma categoria mais exclusiva, de vinhos de sobremesas, podemos dizer que é sim uma opção boa e barata!

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Casillero Del Diablo Carmenere Reserva 2008

Casillero del Diablo Carmenere Reserva 2008Este é um vinho bastante conhecido de todos. Amplamente divulgado e devidamente marketeado como bom custo benefício. Nunca me convenceu muito, sempre achei “mundo novo” demais, o famoso “arranha-garganta chileno”.

Porém, a última experiência que tive com este Carménère foi diferente, ele está devidamente saboroso e equilibrado. Não levanta suspiros de prazeres, mas é um bom vinho do dia-a-dia para acompanhar pratos fortes, como carnes bem temperadas. É o segundo Carménère chileno, safra 2008, desta faixa de preço que me surpreende. Não vou me alongar, experimentem vocês mesmos e me digam. Por 35 reais, na wine.com.br.

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