comVinho – onde comprar, bom e barato, dicas e experiências enófilas

Tabali Late Harvest, Muscat, 2007 – vinho doce de sobremesa I

Bons vinhos doces são caros. Geralmente, são comercializados em meia garrafas para minimizar o alto custo, mas também porque não se bebe em tanta quantidade. Eu adoro os Sauternes, já disse aqui, mas por todas as particularidades de sua colheita e produção, estes sim, são bem caros e para momentos especiais.

Porém, há muitos outros vinhos de sobremesas que também são capazes de adocicar nossas mesas com grande graça. Há o famoso vinho do Porto, que merece um post a parte. Mas gostaria de falar das boas oportunidades que temos na América do Sul, sempre nos proporcionando um bom custo benefício.

Recentemente experimentei o Tabali Late Harvest Muscat 2007 (importado pela Grand Cru, mas atualmente não está disponível no site deles - à venda na Boutique do Vinho). Não é um grande vinho de sobremesa, mas acredito que esta nem seja a intenção de seus produtores. Por 39 reais é uma excelente opção para encerrar refeições despretensiosas. Apresenta bons aromas de frutas verdes e banana, boa acidez e bom frescor. Um pouco verde no paladar, amarrando levemente a boca, mas não acho que chega a comprometê-lo. É um vinho para abrir e tomar lentamente, junto com uma sobremesa de morango, por exemplo. Aguenta bem por uns 3 ou 4 dias na geladeira.

Pertencendo a uma categoria mais exclusiva, de vinhos de sobremesas, podemos dizer que é sim uma opção boa e barata!

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Casillero Del Diablo Carmenere Reserva 2008

Casillero del Diablo Carmenere Reserva 2008Este é um vinho bastante conhecido de todos. Amplamente divulgado e devidamente marketeado como bom custo benefício. Nunca me convenceu muito, sempre achei “mundo novo” demais, o famoso “arranha-garganta chileno”.

Porém, a última experiência que tive com este Carménère foi diferente, ele está devidamente saboroso e equilibrado. Não levanta suspiros de prazeres, mas é um bom vinho do dia-a-dia para acompanhar pratos fortes, como carnes bem temperadas. É o segundo Carménère chileno, safra 2008, desta faixa de preço que me surpreende. Não vou me alongar, experimentem vocês mesmos e me digam. Por 35 reais, na wine.com.br.

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Onde comprar: La Cave Jado

La Cave Jado
http://www.cavejado.com.br
Rua Doutor Amâncio de Carvalho, 212
Vila Mariana, São Paulo
Tel (011) 2478 2001

La Cave Jado

A Cave Jado é provavelmente a experiência mais francesa que você pode ter ao comprar um vinho no Brasil. É um pequeno importador com uma interessante seleção de vinhos franceses e acessíveis. É uma ótima dica para o que todos procuramos sempre, vinhos bons e baratos!

Com loja na V. Mariana eles também comercializam por telefone e entregam em casa pela justa quantia de 8 reais (para São Paulo, capital). No site há todo o catálogo com ótima descrição dos vinhos e regiões. Por enquanto, não é possível completar o pagamento pela Internet, você precisa ligar para a simpática Dorothée, uma francesa com ótimo português e um leve sotaque de sua terra que dá todo um charme pessoal para a compra. Aceite suas dicas e pague com transferência bancária ou no cartão. A entrega é feita todas as segundas, quartas e sextas.

Minha sugestão aqui, apesar de não ter experimentado ainda, é o Château Frédignac por R$ 36,00, um Bordeaux da região de Blayes, onde estive recentemente e pude experimentar in loco seus interessantes Merlot e Malbec. Este, é um corte com 50% de cada uma destas duas uvas, típicas da região.

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Panarroz, 2006, Jumilla – Vinho Espanhol surpreendente

Eu sempre gostei bastante de vinhos espanhóis, seus sabores de pimenta,Vinho Panarroz, 2006 Jumilla - Espanha sempre vivos, com final longo e boa presença de álcool. O Panarroz 2006 da região de Jumilla, sudeste da Espanha, não deixa de ser um bom representante de sua terra, mas há algo diferente nele. Muita personalidade e presença, é um vinho que, no mínimo, vale a experiência.

Na taça, sua cor um pouco mais intensa que a maioria de seus conterrâneos, com destaque para os tons de roxo, sinaliza a presença que este vinho impõe desde o nariz. Uma agradável mistura de ferro, terra, frutas, muitas frutas, menos das vermelhas e mais das escuras, com um sutil toque de doce.

Na boca, sua estrutura e taninos acentuados revelam a inquietação de um vinho jovem, provavelmente evoluirá por mais alguns anos. Mais frutas, geléia, chocolate, pimenta, ameixas, enfim, sabores complexos para um vinho desta categoria. É um vinho rústico, os eternos amantes da Pinot, viciados em sua maciez, não vão gostar. Para todos os outros, recomendo, é uma ótima oportunidade para experimentar algo diferente e expandir o paladar.

Na Grand Cru e na Estação do Vinho, pelo mesmo preço, R$ 47,00!

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